Seres humanos especiais

Posted By: admin on Out 23, 2013 in Formação
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Hoje pergunto-me como aceitar um nascimento de uma criança com deficiência? Questões relacionadas com a revolta de acontecer a quem nos é próximo, o acreditar que só acontece aos outros, o medo de não ser capaz de lidar com a situação mas acima de tudo, o medo de não conseguir amar.

Uma criança com deficiência é uma criança como as outras mas que precisa de alguns cuidados especiais, se tiver uma deficiência física precisamos adaptar a nossa vida, casa, horários e afins para receber essa condição. No caso de patologias genéticas normalmente são precisos alguns esforços para a questão cognitiva reduzida da criança onde, numa certa idade não conseguirá ainda fazer o mesmo que alguém sem a mesma patologia. Não se trata de um assunto finalizado nos cuidados mas sim constante nos atos e tarefas diárias, demonstração de afeto e acima de tudo da disponibilidade do amor.

O medo de não conseguir amar, pode apenas ser um sentimento das pedras, isto se tivessem sentimentos. Enquanto tivermos coração e sangue a correr nas veias podemos e devemos amar, amar incondicionalmente uma criança por nós gerada para que venha alegrar o nosso pequeno e expresso mundo onde apenas queremos diariamente que tudo corra de feição aos nosso pedidos e desejos. Aceitar esta criança que agora sabemos precisar de mais atenção que o normal pode fazer com que descubramos um amor escondido, que não sabíamos existir dentro do nosso peito.

Filho, afilhado, sobrinho, neto, amigo, conhecido, terá sempre um título para catalogar o espaço que ocupa na nossa vida, mas, porque não ocupar apenas o lugar sem título? Não ser apenas mais um, mas sim, único com todas as suas capacidades e necessidades? Muitas vezes questionaremos a nossa capacidade de aguentar e amar incondicionalmente um ser, um amor, uma pessoa que no fundo da sua dificuldade não conhece outra realidade senão a dela e assim nos custar mais a nós, que somos espectadores, que à criança ou pessoa que tem de viver feliz com a sua condição pois assim se aceitou para viver feliz.

O desafio para nós é, deixar a pessoa ser feliz e partilhar dessa felicidade sem pena, rancor, ódio ou inveja, apenas amar.

Fiquem com Deus

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Ricardo Barbosa

Colaborador da Comunidade Canção Nova de Portugal

 

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