Sem o amor, tudo o que fazemos é inútil

Posted By: admin on Jan 27, 2012 in Formação
Imagens d'amor (19)[1]

Que a nossa meta seja o amor! O amor cobre uma multidão de pecados, como ensina a Palavra de Deus. Jesus não quer que o vivamos de qualquer forma, só da boca para fora. Deus não quer um amor fingido!

Amor fingido?! Isso existe?! Existe muito!O nosso mundo prima pela aparência. Estamos numa sociedade muito frágil, que colocou os seus alicerces não na verdade, mas nas aparências.

Nesta sociedade, as coisas boas só valem a pena desde que sejam vistas, aplaudidas e tragam um retorno ainda maior para quem as fez. Isto não é amor, é comércio; e pode acontecer com cada um de nós se ao fazermos as boas obras esperarmos algo em troca.

O amor é gratuito. Não só é gratuito, mas nós o devemos a todos os que de nós se aproximam: “Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. Pois quem ama o próximo cumpre plenamente a lei.

De facto: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, bem como qualquer outro mandamento, estão resumidos numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. Assim, é no amor que está o pleno cumprimento da lei.” (Rm 13, 8-10).

Como termómetro da caridade devemos lembrar que é importante fazer o bem, mas ainda é mais importante querer o bem, que antes do “bem fazer” venha o “bem querer”. Sem o amor, tudo o que fazemos é inútil; as nossas boas obras podem até ser aproveitadas por alguém, mas a nós de nada servirão diante de Deus.

O amor precisa ser a raiz de tudo o que fazemos. Como é que Deus nos ensina a amar? Ele ensina-nos de forma muito concreta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O nosso Pai está a dizer-nos que para amar sem falsidade devemos fazer às pessoas tudo o que gostaríamos que alguém fizesse a nós e que não façamos aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem.

Parece simples, mas a nossa velha natureza, marcada pelo pecado, reage mal a essa proposta. Por isso, não podemos buscar as forças neste coração meramente humano, precisamos buscá-las no coração divino, que Deus plantou dentro de nós.

Para amar assim só com um novo coração. Todo o baptizado tem este “coração novo”, o que precisa é usá-lo, exercitá-lo. “Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. ” (Rm 12,9)

Quando amamos de coração, o Espírito Santo, que em nós habita, é quem ama em nós. Por nosso intermédio passa o amor do próprio Deus. Nisto o nosso amor é diferente dos demais, por ser amor de Deus: Já não sou eu que amo, mas é Cristo quem ama em mim!

Márcio Mendes

Missionário da Comunidade Canção Nova

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