Salário: como utilizar bem esta providência

Posted By: admin on Jan 25, 2012 in Formação
balança

O salário que recebemos é uma das fontes da acção da Divina Providência na nossa vida. O que quero dizer é que Deus dá-nos a graça de um trabalho como garantia da sobrevivência familiar. Por isso, é necessário aprender a usar o dinheiro que ganhamos com o suor do nosso trabalho da melhor forma possível.

O orçamento familiar não é apenas “anotar despesas realizadas”: é algo que envolve o planear, eleger prioridades e controlar o fluxo da caixa. Além disso, é uma ferramenta que ajuda a entender os nossos hábitos de consumo. É uma oportunidade para a família reflectir sobre os projectos de vida e objectivos comuns, a fim de que todos caminhem numa única direcção, possibilitando o crescimento da unidade familiar.

É também um instrumento para aprendermos a esperar e a escolher o melhor; não de forma individual, mas colectiva, levando-nos a pensar e a buscar o melhor para toda a família. Logo, controle financeiro não é algo que apenas as famílias de classe alta precisam fazer. Essa não é uma tarefa fácil, mas não é impossível. Entretanto, exige disciplina e muita disposição para fazer eventuais ajustes, além de caderno, lápis e máquina de calcular.

Precisamos compreender que todas as nossas escolhas – desde as menores até as maiores – decidem não só quais serão as nossas acções, mas, sobretudo, quem estamos a ser. E essa é uma questão fundamental. A comunicação social promove os produtos e muitos deixam-se levar por ela, exagerando nos gastos. Além da comunicação social, um ponto perigoso é o desejo de status, ou seja, o desejo de imitar os outros, de ter o mesmo que os outros. Também existem aqueles que gastam muito por fuga ou por compensação, ou seja, por questões psicológicas. E outros ainda que querem oferecer aos filhos tudo que não tiveram na infância…

Em todos estes casos, sem disciplina, não há renda que suporte. Portanto, o primeiro passo é cada um identificar se faz compras por necessidade ou por compulsão. Entre os “sintomas” da compulsividade está a falta de organização, isto é, dificilmente anotamos o que gastamos com os nossos compromissos.

Precisamos entender que o desejo incontrolável de gastar pode ser uma doença, que pode ser superada com tratamento psicológico e medicação. Mas é fundamental que a pessoa reconheça que está enferma e precisa de ajuda.

A chave do sucesso do seu planeamento reside na sua capacidade de criar uma estrutura sustentável que equilibre as receitas e despesas e permita que você administre o inesperado e poupe.

Fazer o orçamento familiar é uma questão de sobrevivência. Por isso, precisamos de saber elaborá-lo.

Denis Duarte

contato@denisduarte.com

Denis Duarte Especialista em Bíblia

e Cientista da Religião.www.denisduarte.com twitter: @denisduartecom

Autor do livro: Dinheiro a luz da fé

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