Maria é modelo para nós, Maria é modelo para os Jovens

Posted By: admin on Nov 21, 2012 in Formação
virgem

Na sua realidade específica de mulher, de filha e de mãe, Maria não é uma criatura ultraterrena, inimitável. Ela viveu como nós as vicissitudes da vida. A sua passagem pela história, ajuda a todos a perceber e viver o sentido da plenitude.

Nas vicissitudes evangélicas de Maria, emergem as suas dificuldades em acreditar, o esforço da reflexão e o seu caminho interior. Viver como ela viveu significa superar toda a tentação de alienação e de descompromisso. (Lc 1, 26-38)

Ao olhar para Maria, a agraciada de Deus, a que viveu a novidade da salvação na sua plenitude, os jovens vislumbram as maravilhosas possibilidades que também lhe são oferecidas, por já estarem inseridos no plano salvífico que Deus tem para cada um, sendo protagonistas na construção do Reino.

A Vida de Maria, a sua extraordinária experiência, a sua ajuda, oferecem uma valiosa resposta que supera as aspirações dos jovens, tornando-se elemento de crescimento e maturidade cristã.

As experiências de incerteza, de instabilidade, que os jovens vivem hoje, leva-os com muita facilidade, a adiarem a sua opção, isto também no seu mundo religioso. Perante Cristo que os interpela a saírem de uma situação medíocre e cómoda para se decidirem por “Ele ou contra Ele”, os jovens podem encontrar em Maria um modelo de mulher forte e livre que soube colocar a sua vida diante de Deus, confiando unicamente na sua palavra.

Perante os condicionalismos a que a sociedade moderna conduz, e a busca constante de um significado profundo para a vida, a experiência de Maria diz aos jovens que a vida não é absurda, porque Deus tem um projecto extraordinário para cada Homem. A alegria, a felicidade, a plena realização de si mesmo, a que os jovens aspiram, nascem dum “Sim” incondicionado a Deus, de uma plena confiança n’Ele, e de uma resposta consciente ao seu amor.

O sim de Maria, abre a porta a uma infinidade de “sins” ao seu Filho: o de José, o de Pedro, o do discípulo amado, o de Paulo… Este sim renova-se de geração em geração: percorre séculos, povos culturas, línguas, idades e chega à margem do nosso sim, do teu sim.

Todo o amor que experimentamos por Jesus nasceu no dia da anunciação. Toda a amplitude da vida humana de Jesus está sob o olhar da Mãe. Primeira cristã, ela é também a primeira pessoa consagrada ao Filho.

Maria assume, desde o início, o papel da obediência, acolhendo e dando à luz o Filho de Deus.

Na Anunciação, Maria dá, no seu ventre, a natureza humana ao Filho de Deus; junto à cruz, em João, acolhe no seu coração toda a humanidade. Mãe de Deus desde o primeiro instante da Encarnação, torna-se mãe dos homens nos derradeiros instantes da vida de seu filho Jesus. Ela ama-nos, uma vez que Jesus nos consagrou à sua maternidade. Ela vai unir-nos, apesar das nossas diferenças. E, para isso, basta apenas uma condição: um coração disponível.

Quando o nosso olhar se detém em Maria, para vermos como ela se colocou ao serviço do Filho que lhe foi oferecido, descobrimos que nos precedeu em todos os caminhos do amor.

Maria, como não admirá-la? como não imitá-la? como não amá-la?

“É meio dia.

Vejo a Igreja aberta.

É forçoso entrar.

Mãe de Jesus,

Não venho rezar.

Não tenho nada para oferecer nem para pedir.

Venho apenas para vos ver…

Só por um momento enquanto tudo pára.

Meio dia!

Estar convosco, Maria,

Neste lugar!

Venho somente para vos ver,

Mãe!” Paul Claudel

Padre Eduardo Novo, MIC

www.eclesia.pt/pjuvenil

leave a comment