Dia internacional da Mulher – Dignidade, Imagem respeitada, liberdade, e responsabilidade

Posted By: admin on Mar 08, 2014 in Formação
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Ao escrever sobre o dia internacional da Mulher, levou-me a reflectir alguns pontos importantes que decorrem nestes tempos, onde assistimos a notícias sobre as mulheres das mais variadas, desde da violência à escravidão, ao tráfico…

Que cada um possa interrogar-se como é que eu vejo a mulher? Com dignidade? Sou responsável no meu olhar e atitudes?

Um verdadeiro homem, é aquele que não explora a imagem da Mulher com se fosse um instrumento publicitário e consumista, mas promove a sua edificação e o seu desenvolvimento, defende a liberdade, constrói a paz com ela, trabalha em unidade para uma sociedade mais humanizada.

Não deve haver concorrência entre o homem e a mulher, mas uma complementaridade, tanto o papel do homem como da mulher são insubstituíveis, como pais, educadores, defensores dos valores morais, nas responsabilidades, na transmissão da verdade, no testemunho do amor, isto só se dá, quando eu olho a mulher com o mesmo olhar do Criador.

Quando olharmos a mulher como Mãe, Irmã, e Filha, de certeza que nós homens deixaremos de pensar de ser autónomos, auto-suficientes, e na auto-realização, que leva-nos muitas das vezes a uma opressão; e a ter uma mentalidade machista, desrespeitando a feminilidade da mulher.

O Beato João Paulo II, comentando o texto da Criação disse: “ Deus criou todas as coisas com ordem, começando pelas mais simples, como a luz, a água, a terra, e terminou com as mais complexas: o homem e a mulher. Por conseguinte, a mulher é mais, a criatura mais “perfeita” do universo e a mais complexa.”

Quando somos incapazes de escutar, atender as necessidades, as carências, e os pedidos de ajuda, estamos a pôr em crise toda a sociedade. O verdadeiro amor dá-se quando disponibilizamos do tempo para acolher, e exige constantemente a doação ao outro, fazer feliz aquela que é osso dos meus ossos e carne da minha carne, sem isso parece-me ser impossível haver felicidade.

Ouvimos muitas vezes as vozes feministas, mas muitas das lutas reivindicando igualdades e direitos, trazem desconforto, confusão e até desigualdades, que acabam por seguir um caminho individualista e de solidão.

O respeito pela mulher está em saber cooperar feminino e masculino, não um ser mais do que o outro. Seguir um projecto pessoal, a busca da felicidade à custa da infelicidade do outro, corre o risco de fechar-se em si mesmo.

Hoje, vivemos um tempo que eu chamaria de calamidade, vemos o tráfico humano que muita das vezes acaba na escravidão, morte, e prostituição e infelizmente a mulher é a vítima mais vulnerável. Todos nós conhecemos histórias que tanta dor provoca, o que fazer?

Sem uma vontade de todos, de querer mudar, será difícil! É necessário arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa, deixar de consumir aquilo que escraviza, e explora principalmente as mulheres, nossas mães, irmãs, e filhas.

Penso que se adoptar-mos estes princípios no nosso dia-a-dia veremos as mulheres livres e muito mais felizes, e o brilho dos seus olhos voltará a iluminar a vida de cada um de nós.

As mulheres, redescubram a beleza e não menospreza-la, mas testemunhando aquilo que é próprio da mulher, que constitui o seu ser, particularmente o maternal.

Que este dia não seja só lembrado uma vez por ano, com festas e flores, e no dia seguinte voltemos à vida rotineira, por isso, é importante comprometermo-nos com metas, mudanças de atitudes, homem e mulher.

Maria, modelo de todas as mulheres, a Ti confiamos cada uma das nossas irmãs, que nos ajudes a caminhar na luz do Teu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo e intercedas por cada um de nós para que nunca nos falte a força de testemunhar a beleza da criação de Deus Pai.

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Joaquim Dias

Missionário da Comunidade Canção Nova

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