Bem-Aventurados, Francisco e Jacinta Marto

Posted By: Clube on Fev 20, 2015 in Formação
PASTORINHOS1

O dia 20 de Fevereiro celebração litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta prende-se com o facto de nesse dia se recordar a morte da Jacinta, a última dos dois irmãos a falecer. As festas litúrgicas dos santos recaem muito frequentemente no dia da sua morte que, na comunidade eclesial, é tido como o dia do nascimento para a vida eterna. No caso do Francisco e da Jacinta, optou-se por evocar a sua memória na data da mais nova dos dois videntes de Fátima.

Celebrar a santidade dos Beatos, é celebrar, em primeiro lugar, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua graça. No caso concreto da celebração litúrgica do Francisco e da Jacinta, damos graças a Deus pela forma muito particular como viveram a sua vocação à santidade. Olhando hoje a vida destas duas crianças conseguimos intuir que viveram os apelos com que Nossa Senhora os desafiou, de tal forma que olhá-los é olhar uma concretização da mensagem de Fátima.

As palavras reparação, consolação, e sacrifício parece que hoje à um certo medo, e de alguma forma até fugimos delas, mas é neste envolvimento que a vida tem o seu verdadeiro sentido. Se olharmos para nossa vida verificamos isso mesmo que lidados com estes elementos constantemente, quantas vezes é necessário reparar os erros que cometemos, consolar alguém que está doente ou perdeu algo na sua vida que lhe era querido, os sacrifícios fazemos desde que nasce um filho até ao fim da nossa vida não à que ter medo ou fugir o que precisamos talvez é olhar de maneira diferente ou seja com o coração.

Todavia, as Testemunhas da Fé, Francisco e Jacinta nos falam com o seu exemplo, não consideraram o seu interesse pessoal, o próprio bem-estar e a sobrevivência como os maiores valores da fidelidade ao Evangelho. Apesar da sua debilidade, opuseram uma firme resistência ao mal. Na sua fragilidade resplandeceu a força da fé e da graça do Senhor.

Na homilia do dia 13 de Maio de 2000 João Paulo II, disse: “Francisco, um dos três privilegiados, exclamava: «Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus? Não se pode dizer. Isto sim que a gente não pode dizer». Deus: uma luz que arde, mas não queima. A mesma sensação teve Moisés, quando viu Deus na sarça ardente; lá ouviu Deus falar, preocupado com a escravidão do seu povo e decidido a libertá-lo por meio dele: «Eu estarei contigo» (cf. Ex 3, 2-12). Quantos acolhem esta presença tornam-se morada e, consequentemente, «sarça ardente» do Altíssimo.

Ao beato Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrara no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus Se dera a conhecer «tão triste», como ele dizia. Certa noite, seu pai ouviu-o soluçar e perguntou-lhe porque chorava; o filho respondeu: «Pensava em Jesus que está tão triste por causa dos pecados que se cometem contra Ele». Vive movido pelo único desejo – tão expressivo do modo de pensar das crianças – de «consolar e dar alegria a Jesus».

A pequena Jacinta sentiu e viveu como própria esta aflição de Nossa Senhora, oferecendo-se heroicamente como vítima pelos pecadores. Um dia – já ela e Francisco tinham contraído a doença que os obrigava a estarem pela cama – a Virgem Maria veio visitá-los a casa, como conta a pequenita: «Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim». E, ao aproximar-se o momento da partida do Francisco, Jacinta recomenda-lhe: «Dá muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores». Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno durante a aparição de 13 [treze] de Julho, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores.

Estas palavras de S. João Paulo II, faz-me recordar uma passagem do Evangelho de S. João: “Quem tem apego à sua vida, vai perdê-la; quem despreza a sua vida neste mundo, vai conservá-la para a vida eterna” (Jo 12, 25). Estas palavras de Cristo, trata-se de uma verdade, que neste mundo contemporâneo rejeita e despreza, fazendo do amor a si mesmo o supremo critério da existência.

Só posso terminar com um pedido que não é da minha autoria mas daquele que hoje goza a vida eterna porque foi fiel até ao fim João Paulo II  “A minha última palavra é para as crianças: Queridos meninos e meninas, pedi aos vossos pais e educadores que vos metam na «escola» de Nossa Senhora, para que Ela vos ensine a ser como os pastorinhos, que procuravam fazer tudo o que lhes pedia. Digo-vos que «se avança mais em pouco tempo de submissão e dependência de Maria, que durante anos inteiros de iniciativas pessoais, apoiados apenas em si mesmos» (S. Luís de Montfort, Tratado da verdadeira devoção à SS.ma Virgem, nº 155).

Francisco e Jacinta Rogai Por Nós

Joaquim Dias Missionário da Comunidade Canção Nova

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