A prosperidade segundo o Evangelho

Posted By: admin on Nov 04, 2011 in Formação
santidade

Jesus é simples e humilde.

O seu comportamento não se assemelhava em nada ao orgulho, à vaidade e à auto-suficiência dos judeus. Por isso tornou-se insuportável para os chefes do povo, os sacerdotes, os fariseus e doutores da lei. Eles tinham de se livrar daquele homem porque Ele só atrapalhava. Por esta razão, buscaram muitas situações para culpá-lo de algo errado e assim poder condená-lo. Entre tantas citações bíblicas, eis uma que relata bem um destes factos:

Então, os fariseus reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender nas suas próprias palavras.Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas. Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?» ” Mat. 22,15-17

Se Jesus dissesse: “Sim paga o tributo a César“, eles teriam como aliados todos os judeus , que não aceitavam pagar o tributo ao Imperador Romano. Se Ele dissesse: “Não devemos pagar tributo a César“, ao concordar com os judeus, os fariseus entregariam Jesus aos romanos dizendo que Ele era um subversivo, alguém a tramar contra o Império, incitando as pessoas a não pagar o tributo. Tratava-se de uma armadilha!

“Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário. Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?» «De César» – responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» Quando isto ouviram, ficaram maravilhados e, deixando-o, retiraram-se.” Mat. 22, 19-22

Jesus estava a dizer àquele povo: “Dêem a Deus o que é de Deus.”

Diante da situação de desemprego, ficamos tensos. Todos nós, pobres endividados, nos preocupamos porque percebemos que não é apenas uma situação particular, mas de toda a sociedade brasileira e de todo o mundo.  As bolsas encontram-se em crise; as finanças do mundo estão como um monte de toros de lenha. Nenhum deles está peso ao chão, mas apenas empilhados uns nos outros; quando um cai, os outros caem também… Assim está a sociedade e a sua situação económica. Tudo por causa da dureza dos corações.

Jesus mostra-nos que a situação de pobreza, miséria, desemprego e dívida que a nossa sociedade vive, é por causa da dureza (da maldade, do egoísmo, da corrupção) do nosso coração. Isto não quer dizer que, por sermos assim, Deus castiga-nos com o desemprego e as situações difíceis nas nossas finanças. Não se trata de castigo! Tudo isto é consequência da irresponsabilidade humana.

Deus fez a aliança com o seu povo, mas o Seu povo “virou-lhe as costas”. Ele amou e não volta mais atrás. Igualmente hoje, Deus não nos abandona e não quer abandonar-nos na situação em que estamos, seja ela qual for: situação económica má, erro ou fracasso nos negócios, desemprego…

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

Excerto do livro: “Considerai como crescem os lírios! A providência Divina” pg. 09-11

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