Caminhemos juntos para a Evangelização

Posted By: admin on Out 31, 2011 in Formação
caminhada4

Reflectindo sobre evangelização, vejo que, hoje é necessário um novo ardor. Cabe a nós, homens e mulheres da Igreja essa tarefa.

Muitas vezes, encontramos dificuldades na própria cultura ambiente. Um conjunto de preconceitos anticristãos, que começam a surgir trazendo outras ideologias, e posso até dizer que são os novos ídolos do presente. Estes fenómenos que vão surgindo levam ao desencaminho de tantos e tantas pessoas. No meu ponto de vista, a nova evangelização precisa de ser apresentada com uma atitude mais audaz para responder aos grandes desafios do mundo, como a globalização que está presente, a deslocação de pessoas, esta transformação acelerada que existe hoje tanto nos sistemas político-científicos como até em outras doutrinas.

Neste contexto, a Igreja tem um papel preponderante em arranjar estratégias eficazes de comunicação, em ter uma estrutura e finalidade, para assim desenvolver um ensino do anúncio da fé, que é a palavra de Deus.

A finalidade é captar o interesse de todos aqueles que escutam a palavra de Deus, que escutam a Doutrina de Deus, e para isso precisamos de ter palavras claras e fáceis, ter uma visão concisa e um conhecimento da Igreja e da Bíblia, que seja próxima e directa.

Os homens precisam deixar-se plasmar pelo Espírito Santo.

Olhando para a juventude, esta é uma força viva que necessita de ser guiada e protegida no dia-a-dia, para que possam voar com as suas próprias asas, e crescer em harmonia. Uma harmonia que só pode ser vivida, quando é experienciado o amor e a ternura. E é, precisamente estas duas coisas que frequentemente são negadas, por diversas razões… a vida moderna, onde o ser humano expira ocupar-se de si mesmo, sem ter necessidade de apoiar os outros… um certo facilitismo na educação, onde a vida é mais simplificada para os pais, e muitas das vezes os jovens fazem tudo o que desejam, e por fim a própria escola onde muitas vezes impera a indiferença e as armadilhas que são apresentadas aos jovens, onde a falta de ocupação leva a saturação abrindo as portas para os vícios como o álcool, as drogas, a sexualidade desregrada, a violência gratuita, os crimes e delitos, as alucinações onde muitos deles sucumbem perdendo a noção dos limites entre o certo e o errado, entre a vida e a ficção.

Assim, temos uma juventude em que necessita de um certo olhar, um esforço, e uma rectidão para que possamos levar a fé, o anúncio de Jesus. Devemos ser nós, adultos e homens de Deus e corpo da Igreja a guia-los, para um futuro aonde se tornem mais responsáveis, e sejam como uma árvore que dá os seus frutos.

Para isto, é preciso urgência na realização deste trabalho que pode levar anos e que é uma prova de muita paciência aonde cada etapa deve ser respeitada no tempo que a mesma exige, para que etapas não sejam queimadas e a sua construção seja sólida e edificada em bases fortes. Esta sociedade é como um edifício que se constrói, dia-após dia, pedra a pedra.

Hoje, temos ainda outros grandes desafios que nos interpelam todos os dias… a eutanásia, as drogas, o aborto, e a violência. São questões da nossa actualidade.

Eu chamo-lhes calamidades do nosso tempo presente, e estou convencido, que muitos não se dão conta da gravidade e da ruptura que causa na sociedade, e que pouco a pouco vai minando o nosso planeta e tornando-o cada vez mais pobre em valores. É preciso saber usar a inteligência para devolver novamente à humanidade o bem-estar, e isso só pode acontecer quando todos nós respondemos às iniciativas de Deus, e uma dessas respostas é a oração, que se foi perdendo nos últimos anos do seio familiar.

O ser humano possui no fundo de si mesmo, esse recurso de poder dialogar de forma tão singela com Deus.

A sociedade precisa de homens verdadeiros, de ser humanos responsáveis, e de verdadeiras amizades que surgem de gestos concretos … falamos muitas vezes palavras de amor, dignidade e honestidade, de paz, fraternidade e fidelidade…mas onde estão os testemunhos de vida, onde estão os actos concretos, sem os quais apenas conquistamos insucessos e perdemos oportunidades, não aproveitando os talentos que Deus nos deu.

A parábola dos talentos constitui um chamamento evangélico à conversão, onde devemos olhar de maneira diferente para essas palavras que saem de forma tão fácil das nossas bocas mas que precisam ser acompanhadas pelos actos concretos. Sem termos um olhar de fé, dificilmente conseguiremos por em prática.

Será que não falta um apelo à ajuda divina?

Diz Papa Bento XVI, “é mais fácil descobrir o caminho para a lua do que o dos homens para si mesmo”.

As pessoas têm capacidade tecnológica mas falta-lhe a capacidade humana. Colocamos os planos e os afazeres técnicos e descoramos o relacionamento humano. E assim, mais uma vez a Igreja tem esse papel fundamental de ser testemunho no relacionamento, no acolhimento de cada irmão seja qual for, a raça ou religião. Este Cristo precisa ser luz em cada coração da Igreja.

Os média deviam ser luz e fonte de alegria, valorizar o ser humano e ressaltar as riquezas culturais e espirituais, no entanto o que muitas vezes se testemunha não é nada disso. São emissões medíocres, que colocam em evidencia a degradação do ser humano, promove a violência, apela a injustiça, promove ídolos, ignora valores morais, denigrem a pureza humana e condicionam muitas vezes as suas vidas e até as suas famílias, passam a ser objectos do dinheiro, e o mundo tem cada vez mais fome de uma espiritualidade centrada em Cristo, com projectos e programas de vida, que valorize cada pessoa pelo que compete-nos a todos nós usar dos mesmos meios, e dos quais dispomos para formar homens e mulheres e trazer para fora o melhor da cada um.

No concílio Vaticano II, no nº2, que refere os meios de comunicação social, diz o seguinte: “a mãe Igreja sabe que estes meios, rectamente utilizados prestam ajuda valiosa ao género humano, enquanto contribuem eficazmente para recriar, e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus“, é então de suma importância investirmos neste meios e assim evangelizar, na minha pobre e humilde reflexão é notório que a nova evangelização passa por estes meios tecnológicos que esta Era nos disponibiliza sem descurarmos a interacção pessoal dentro das comunidades, quer a nível humano, cultural e espiritual.

Que possamos pedir ao senhor da messe, que nos ajude com a força do seu espírito a cumprir a vontade de Deus Pai, sem desanimarmos e com a esperança e testemunho em Cristo Senhor.

Joaquim Dias,

Missionário da Comunidade Canção Nova em Portugal

leave a comment